Zona rural de Picuí ganha unidade de cultivo hidropônico de hortaliças com água dessalinizada

O distrito de Santa Luzia, no município de Picuí, ganhou nesta quinta-feira (1) uma unidade demonstrativa de cultivo de hortaliças utilizando o concentrado do processo de dessalinização da água via osmose inversa, resultado de uma parceria da Agência Nacional das Águas (ANA), Governo do Estado e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

 

 

O empreendimento, orçado em mais de R$ 1 milhão, é fruto de um projeto do Laboratório de Referência em Dessalinização da UFCG – Labdes, com recursos da ANA/Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), e coordenado pelo professor Kepler Borges França.

A solenidade contou com as presenças do diretor da ANA, Herbert Cardoso, do presidente da Fapesq, Cláudio Furtado, representando o governador Ricardo Coutinho; o diretor adjunto da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba e coordenador geral do Programa de Estudos e Ações Para o Semiárido (Peasa/UFCG), Vicente Albuquerque Araújo, representando o reitor da UFCG, Edilson Amorim; o coordenador do Labdes, Kepler Borges França; o prefeito de Picuí, Acácio Dantas; a diretora da Escola Macario Zulmiro, professora Lidiana Gerlaide; e a secretária de Educação do município, Valéria Araújo.

O Labdes vem desenvolvendo projetos em comunidades difusas da Paraíba, por meio dos quais são implantadas Unidades Demonstrativas de fornecimento de água potável, dessalinizada, com utilização do concentrado do processo de dessalinização para cultivo hidropônico em estufa, de hortaliças, como alternativa de fonte de renda para as comunidades. Esse projeto já foi implantado na comunidade rural de Uruçu, em São João do Cariri-PB, e está sendo replicado na Escola Municipal Macario Zulmiro, na comunidade rural (Santa Luzia) de Picuí.

O sistema hidropônico instalado em Picuí produzirá hortaliças como alface, rúcula, tomate cereja, entre outras. Estima-se que a produção atinja 5.000 pés de alface/mês. Concomitantemente a implantação da Unidade Demonstrativa, por meio de outro projeto, é realizado um monitoramento da qualidade de águas de cisternas e de outras fontes alternativas de abastecimento das comunidades, visando um diagnóstico da situação e a realização de atividades educativas, no que se refere à coleta, armazenamento e manuseio adequado da água para consumo humano.

Após conhecida a realidade local, de acordo com os aspectos socioeconômicos e de abastecimento d’água para consumo humano, são coletadas amostras de águas nas residências e nas fontes de abastecimento, para análises no laboratório, além de realizados exames epidemiológicos nas pessoas, com a intenção de se verificar a existência de doenças de veiculação hídrica. Analisando-se os resultados das observações, constata-se que o baixo grau de instrução é o principal causador da falta de educação sanitária da população, ocasionando problemas de saúde. Durante a execução dos projetos, são realizadas ações para melhoria da qualidade da água consumida pela população, através de reuniões e orientações, como também oferecidas capacitações e cursos para pessoas e técnicos da comunidade, para garantir a sustentabilidade da Unidade Demonstrativa.