CGEE apresenta projeto que propõe articulação do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária

Ampliar a capacidade de inovação do setor agropecuário para que o segmento possa enfrentar os seus desafios. Esse é o objetivo do estudo “Arranjos para o futuro da inovação agropecuária no Brasil”, desenvolvido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). A iniciativa foi apresentada, no dia 27, durante reunião realizada na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília (DF).

O projeto sugere a integração dos diferentes atores desse sistema, com o objetivo de propiciar importantes elementos para o fortalecimento da competitividade do setor. Para que isso seja possível, o estudo aponta a necessidade da criação de mecanismos de compartilhamento de estruturas e competências, visando reduzir as redundâncias e aumentar a eficiência por meio da atuação conjunta, do alinhamento de propósitos e da sinergia entre os atores.

“O estudo indicou a existência de um Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária desarticulado, que precisava de uma proposta por causa dos seus novos desafios”, afirma o presidente em exercício do Centro, Marcio Miranda.

Entre as sugestões, consta a implementação de um Observatório de Tecnologias para uso no desenvolvimento de produtos e processos para o setor. Além disso, o estudo propõe a criação de um Fórum para a Inovação da Agropecuária no Brasil. A instância, de caráter supragovernamental, deverá contar com a participação de ministérios, instituições de pesquisa, organizações estaduais de pesquisa agropecuária, agências reguladoras, instituições de pesquisa, universidades, entre outras.

Além disso, é proposta a criação de um fundo de incentivo à inovação agropecuária. De acordo com o documento, para o que país seja competitivo, é necessário que haja a isonomia de condições frente aos principais competidores internacionais, que investem mais que o Brasil na pesquisa agropecuária.

O projeto destaca que, para o sucesso do novo arranjo, é fundamental elevar o investimento público e integrar o segmento privado nessa proposta de investimento em pesquisa e inovação no setor.

Fonte: CGEE.